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20 abril 2011

Homem Social vai à faculdade.

Li recentemente a revista Superinteressante que fazer amigos é importante para ser feliz.
Nunca fui o tipo de pessoa que se esforça para fazer e manter amizades: Na verdade a vida me proporcionou proximidade de certas pessoas, que estimo e que me dão prazer e Por isso são chamadas de “amigos”.
Fora isso eu gosto de pessoas – mais do que de animais – e a natureza da mente humana me intriga, mas sempre, sempre me coloquei como observador do fenômeno. De todas as coisas que existem as pessoas me surpreendem mais que tudo. Já me envolvi até de mais com questões alheias, mas no fim, a sensação que tenho é de aprendizado. É claro que essas lentes clínicas que adotei eram apenas uma dentre tantas outras formas de lidar com minhas próprias limitações.
Já fui uma pessoa tola o suficiente para acreditar que entendia o homem, e que todos eram mecânicos, superficiais e previsíveis.
Não é a colher que se dobra, é você. Da mesma forma não são os outros superficiais e mecânicos – sou eu.  

Hoje está mais fácil perceber a tolice da minha superficialidade e cada vez mais pessoas estão olhando por de baixo desta minha máscara social – enquanto eu me importo cada vez menos em perceber se há ou não uma máscara em todos... isso não é mais problema meu.

Fui pra faculdade depois de tanto tempo fora dela, e com o que me deparei novamente? As angustias da socialização com desconhecidos. Disse para mim mesmo que levaria numa boa. Respire fundo... Não há por que ser tão difícil.   

Talvez desta vez, como nunca antes tenha acontecido, eu estava em sincronia com o inconsciente coletivo, ou os astros ajudaram, ou todo mundo tem afinidades, ou simplesmente estou começando a desencanar, mas a verdade é que cada pessoa que conheci se demonstrou única e apaixonante.  

Claro que cometemos erros de julgamento com a história da “primeira impressão é que fica”. Pessoas que parecem inteligentes se demonstram preconceituosas em 2 minutos, e pessoas que estão quietas, aparentemente inseguras demonstram-se criaturas livres e almas grandes posteriormente.

Só para terminar: já fui arrogante, hoje estou satisfeito. Quanto mais me conheço (e mais conheço os outros) maior meu coração se torna. A vida é bem melhor quando ouço todas as suas vozes. Eu quero é mais.


Isso é vida.
OCaosReina.
NadaMenosDoQueTudo.

08 março 2011

O HOMEM SOCIAL RETORNA

Fiquei fora este último ano. Estava muito ocupado (como vocês podem perceber).
Mas agora estou de volta.
Até breve.

09 junho 2009

O Homem Social Episódio 7 - Luz!



Mais um post sem filosofia. :)

14 maio 2009

O Homem Social - Episódio 6 - Violão e vinho - O Homem Social Canta: Mingau.

hum... Finalmente cansado de interagir com coisas, tomei coragem e convidei dois bons amigos para a noite de sábado não passar em branco.

Um desses amigos é o do violão, Jacob Proveitoso.
O outro é o que filmou, Woward badgoodcop.

E depois de um vinho e outro e um porto, lá pelas 3 da manhã, um vídeo
auto explicativo.



Esse post não tem lição nenhuma, nem nenhuma filosofia.
só violão e vinho as 2 ou 3 da manhã.
acho que isso é vida também.

10 maio 2009

O Homem Social - Episódio 5 - Animais de estimação.


(Este Post é o primeiro de uma série de motivos para odiar o Homem Social)

Você não põe uma coleira em quem você ama.

A solidão
voltou a me pressionar. Tentei aplacar com um pouco de tv.

A sociabilização com máquinas é legal, principalmente com caixas-eletrônicos no começo do mês.
Uma vez que as contas foram pagas eu sinto falta da relação orgânica... da vida. Não tive dúvida: Sai com o cão do meu pai.

Eu tenho uma opinião sobre donos de animais.
Vou dizer:
Rufem os tambores: trtrtrtrtrtrtrtrtrtrtr tá:

Eles são doentes.

É verdade. Animal de estimação é um transtorno social e emocional.*

O que te motiva a possuir um animal?
Carinho? Claro, mas quem precisa de carinho é você e não seu cachorrinho.
Você olha para ele, vê seus olhinhos brilhantes e acredita que ele te ama. Mas ele não te ama. Você quer ser amado e esse é seu problema.

Depois ele caga no sofá, destrói seu caderno de poesias e faz xixi na sua cortina. Você o surra e lhe dá uma bronca que nenhum humano estaria disposto a ouvir. Mas ele ouve e você se sente bem - a justiça foi feita , satisfação imediata.
Mas não termina aí : Meia hora depois ele está nos seus pés como se nada tivesse acontecido.

Você queria que seu namorado ou seu filho fossem assim também, não é? Você lhe dá um esporro, ele ouve sem reclamar e em meia hora todos estão reconciliados.

Você gostaria de estar sempre certo não é?

Mas o que me incomoda de verdade é a humanização do animal.
Bota roupinha no bicho, bota nome de gente e chama de filho. Essas criaturas têm até orkut, sem zoeira. Eu estava fuçando e veja só.

Eu fico triste por que geralmente essas pessoas, apesar de doentes, são muito boas.

Minha conclusão:
Você vê uma pessoa que ama os animais e pensa que seu amor é tão grande que transborda do gênero humano para todos os animaizinhos fofos, mas eu vejo exatamente o contrário: A falta de amor é tão flagrante que precisa ser suprida por fontes alternativas de afeto.

Não é de estranhar que quanto mais aumentam os divórcios e as crises familiares maior é a quantidade e o lucro de petshops.

*Eu não sou psicólogo, meu ramo é a arte e o entretenimento, me dê licença para dizer a bobagem que eu quiser e provocar seu sossego. :)

22 abril 2009

O Homem Social – Episódio 4 – O Controle Remoto.


Ah, o controle remoto. Símbolo de conforto e poder.

O homem social está ensaiando sair de casa e conhecer outras pessoas. Suas saídas aos cafés para divagar não são suficientes.


Verdade seja dita, as pessoas interessantes são difíceis de encontrar. Eu procurei muito, e descobri onde elas ficam. Dê uma olhada no gráfico:




É isso aí. As pessoas interessantes estão bem no meio das “pessoas sem profundidades” e das “pessoas fake-poser”.


Enquanto o Homem Social não toma coragem se relacionar com a tv é mais fácil.


O controle remoto contribuiu para o meu transtorno de atenção. Deve ser por isso que minhas conversas são tão breves, não duram mais de 5 minutos. Quando elas entram nos intervalos eu troco de pessoas.


Você está se perguntando como é isso de “intervalos”. É bem simples. É conhecido como “silêncio constrangedor”.


Funciona assim: Bruno apresenta Camila à Ronaldo.

­ ­- Ronaldo, essa é a Camila, Camila esse é o Ronaldo.

- Prazer.

- Prazer.

(Bruno percebe que não rolou um clima e tenta fazer a ponte)

- Ronaldo, a Camila é psicóloga, estudou na mesma faculdade que você!

- É mesmo? Em que ano?

- 93 – Camila responde.

- Ah que legal, eu sou de 96. – diz Ronaldo.

- Ah que legal. – Camila replica

- É mesmo – É a tréplica de Ronaldo.

1...

2...

3...

(...) < - isso é o “silêncio constrangedor”.

Quando isso acontece eu simplesmente peço licença e mudo de pessoa. Eu sei que não devia, eu sei. Prometo que vou me esforçar mais da próxima vez.

É, eu prometo.

15 abril 2009

O Homem Social - Episódio 3 - A Solidão.


Ser único é ser solitário.

A solidão ostenta uma beleza que nunca é percebida por quem a experimenta, só por quem a observa.

Deve ser mais ou menos como lamber um quadro de tinta óleo.

Nuossa!


A solidão me intrigou hoje. Vou escrever em duas partes : A primeira séria a segunda é piada.

1 - Solidão/Abandono/Independência.

Não existe maior sensibilidade na alma humana do que a sensibilidade que reside na alma do solitário.

Justo que o faminto aprecie melhor a refeição.

Neste post eu proponho uma visão despedaçada da solidão em três aspectos: Solidão, abandono e independência.

Pergunto:
Quantas vezes você sentiu que estava só e percebeu que seu grito não valia nada, nem seu dinheiro, nem sua beleza, nem sua força. Suas orações não seriam ouvidas, sua presença era miserável, sua forma, inútil.

Quantas vezes você olhou ao redor e pensou que ninguém estava vendo o que estava acontecendo com você. Que ninguém se importava com você ou com seu medo, ou com sua dor e sua opinião.

Quantas vezes você sentiu que não poderia fazer nada para mudar as coisas, sentiu que não haveria uma única forma de explicar o que estava acontecendo, sentiu que tudo o que você pega escorre entre os dedos e que nunca haverá um amigo para abrir uma porta para você.

Para mim, isso é abandono. É se sentir abandonado por Deus (ou deus, ou Alá, ou D'us, ou Gaia,ou o Destino,ou a Evolução, sei lá), abandonado pelas pessoas, pela vida, pela humanidade. É o abandono da coerência, o abandono de si mesmo.
Isso é apenas a parte trágica de ser só.

Solidão para mim é bolar uma piada e não ter pra quem contar. É admirar sem ser visto e ser admirado sem nunca acreditar que isso realmente aconteceu. É suportar-se mais do que os outros te suportam. É inquietação silenciosa. É m
edo se ser descoberto e um desejo oculto de ser exposto. É anotar um segredo para ser lido. É rir em voz alta quando ninguém diz nada. São sinais ímpares de auto aceitação e simultaneamente de desespero. A Solidão É Neutra. Não é boa, não é ruim.

Independência é a coisa mais simples das três: É conseguir ser você mesmo custe o que custar. ( Acredite, não há nada tão solitário quanto ser você mesmo. )

A Solidão é muito convidativa, eu sei. E têm idiotas que se aproveitam disso.

2 - Fazendo biquinho.
Se sentir sozinho é insuportável para muitos, mas eu conheço tantos que sabem usar isso como vantagem.

Essa figura se parece com um cara comum, mas ele está se esforçando para ser rejeitado. Acredite. Ele vai passar a noite inteira se esquivando dos demais esperando uma presa.

Ele vai olhar pra você com aquela expressão de "Estou meio perdido por aqui, você pode me ajudar?" que vez por outra se reveza com a feição de "Ah, que saco, será que não tem ninguém interessante nessa festa?".

Uma alma amistosa lhe diz: "você está tão quieto..." Então finalmente ele encontra um ouvido atento.

NÃO TENHA PENA DE UM HOMEM SOLITÁRIO. ELE NÃO TERÁ PENA DE VOCÊ.

Tô te falando uma coisa real. Num sei por qual instinto materno ou se é simpatia ou pena mesmo, mas tem gente que se sente atraída por um bom homem-solitário com uma história triste. ( homem = gênero humano, ok?).

Lembra de quando você assistiu o Náufrago? Vc poderá encontrar gente assim todo o dia, chorando por seu Sr. Wilson e esperando que você chore com ele também.

Deixe esses aproveitadores descobrirem sua rota de fuga sozinhos.

14 abril 2009

A Máscara Social - o Homem Social episódio 2

Caros visitantes deste blog:


"Cansado de tentar o individualismo corriqueiro eu me recomponho. Escolho o melhor tecido e me visto. E como era de se esperar de um fantoche tudo corre como o planejado. Combinando com a risca de giz do terno eu saio para rabiscar minhas linhas"

Todos usam máscaras Sociais. Só estou evidenciando isso.
Eis a minha. (Essa é a forma que assumi nesta terceira temporada de ArtMagazine.)
É isso aí. Resolvi tapar a boca e costurar os olhos.
Eu que sempre fui um espantálho social resolvi me assumir. (dizem que é o primeiro passo para a cura.)
Essa é agora minha cara atual.


Vos apresento o Homem Social:
Homem social: Experimento artístico que testa a flexibilidade dos "jogos sociais".

Agora eu quero me sociabilizar: Abraçar árvores, duendes e gnomos, entrar em contato com deuses do passado e alienígenas, entidades cósmicas. rolar na grama com animais e conversar por feromônios com formigas. Abraçar punks e gays, tomar chá com budistas e sentir o descarrego dos pastores evangélicos. Ah! os demônios são tão tímidos. Eu quero fazer compras com as donas de casa. Eu quero chorar nos velórios. Toda manifestação social é um jogo. Seu melhor amigo, sua mãe e seu professor de canto.
Jogo, jogo, jogo.
Trabalho, sexo, seu fã clube dos Hansons.
Jogo, jogo, jogo.
Qual é o seu limite social. Até onde a sua tolerância permite sua mente chegar?
Transmito nos próximos capítulos o que meus olhos opacos me permitem enxergar.
"eis o the F*cking Homem Social "

13 abril 2009

O Homem Social - Episódio 1

Não que eu seja uma pessoa antissocial. Não é isso.
Eu simplesmente tenho angústia de travar conversas falsas.
Quer um exemplo?

Imagina aquele cara que era amigo-da-mina-de-um-amigo-seu-da-época-do-2º-colegial. Vocês nem tinham muito assunto naquela época, imagine hoje em dia... Mas o cara te vê na rua e quer conversar com vc.

Agora imagine como eu me sinto. O que eu vou conversar com esse cara?

Toda essa conversa de “ E aí cara?! Quanto tempo!” , “ O que tem feito?”, “ e Fulano? Tem visto ele?” e a minha preferida : “ Vamos marcar de se ver uma hora dessas!”, é simplesmente irritante.

Cara Eu me sinto mal, simplesmente por que NÃO ME INTERESSA o que você tem feito, quem você tem visto ,e não , nós NÃO vamos marcar de “se ver uma hora dessas”.

Eu me sinto mal de fingir interesse.

Bom, meus amigos falam que eu sou um cara desapegado. E alguns arriscam dizer que eu sou antissocial.

Bom, como experimento artístico eu vou simplesmente tentar me interessar por tudo e todos. Acho que não tenho nada a perder em tentar ser “legal”.
De hoje em diante esqueçam o Capitão Paprika. Um gênio maior se “alevanta”:
Digam olá ao Homem-Social.