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22 abril 2009

O Homem Social – Episódio 4 – O Controle Remoto.


Ah, o controle remoto. Símbolo de conforto e poder.

O homem social está ensaiando sair de casa e conhecer outras pessoas. Suas saídas aos cafés para divagar não são suficientes.


Verdade seja dita, as pessoas interessantes são difíceis de encontrar. Eu procurei muito, e descobri onde elas ficam. Dê uma olhada no gráfico:




É isso aí. As pessoas interessantes estão bem no meio das “pessoas sem profundidades” e das “pessoas fake-poser”.


Enquanto o Homem Social não toma coragem se relacionar com a tv é mais fácil.


O controle remoto contribuiu para o meu transtorno de atenção. Deve ser por isso que minhas conversas são tão breves, não duram mais de 5 minutos. Quando elas entram nos intervalos eu troco de pessoas.


Você está se perguntando como é isso de “intervalos”. É bem simples. É conhecido como “silêncio constrangedor”.


Funciona assim: Bruno apresenta Camila à Ronaldo.

­ ­- Ronaldo, essa é a Camila, Camila esse é o Ronaldo.

- Prazer.

- Prazer.

(Bruno percebe que não rolou um clima e tenta fazer a ponte)

- Ronaldo, a Camila é psicóloga, estudou na mesma faculdade que você!

- É mesmo? Em que ano?

- 93 – Camila responde.

- Ah que legal, eu sou de 96. – diz Ronaldo.

- Ah que legal. – Camila replica

- É mesmo – É a tréplica de Ronaldo.

1...

2...

3...

(...) < - isso é o “silêncio constrangedor”.

Quando isso acontece eu simplesmente peço licença e mudo de pessoa. Eu sei que não devia, eu sei. Prometo que vou me esforçar mais da próxima vez.

É, eu prometo.

19 abril 2009

Carpe Diem & Memento Mori


“Colhe o dia” e “Lembra-te que morrerás”

É isso aí

A doutrina do “viva o presente sem se importar com o amanhã” é simplesmente mágica. Tira todo o peso das consequências de suas costas.

Você não se sente bem ao pensar que todas as oportunidades da vida devem ser aproveitadas? Que não importa se você errar, ou se ferrar com tudo, afinal o amanhã simplesmente não existe?

O amanhã foi inventado para gerar preocupações


Ah, eu me sinto bem.

O carpe diem combina tão bem com nossa “Sociedade da Conveniência”... Onde tudo o que se vende, assiste ou se entende é “satisfação imediata”.

Por outro lado eu penso no Memento, que é a lembrança constante da fugacidade da vida. De que um dia, invariavelmente você morrerá.

Isso não me deprime. Já me acostumei com a idéia.

Eu penso no equilíbrio entre os dois provérbios latinos: Colha o dia tendo em mente que você morrerá. Não apenas “ aproveite desesperadamente o dia com medo constante da morte”, muito pelo contrario.

Lembre-se que amanhã é o último dia de sua vida. Não perca tempo magoando pessoas, não perca tempo sofrendo por causa de coisas pequenas.

Em suma:

Lembre-se que você vai morrer,

e o que fez para ser lembrado?

Nada ainda.

Então faça algo hoje.


14 abril 2009

Seis coisas são insubstituíveis.

Um vinho frio
Um café quente
Um banho morno
Uma noite bem dormida
Uma noite inteira acordado
E o amor verdadeiro.

Todo o resto é sombra e repetição descartável.

13 abril 2009

O Homem Social - Episódio 1

Não que eu seja uma pessoa antissocial. Não é isso.
Eu simplesmente tenho angústia de travar conversas falsas.
Quer um exemplo?

Imagina aquele cara que era amigo-da-mina-de-um-amigo-seu-da-época-do-2º-colegial. Vocês nem tinham muito assunto naquela época, imagine hoje em dia... Mas o cara te vê na rua e quer conversar com vc.

Agora imagine como eu me sinto. O que eu vou conversar com esse cara?

Toda essa conversa de “ E aí cara?! Quanto tempo!” , “ O que tem feito?”, “ e Fulano? Tem visto ele?” e a minha preferida : “ Vamos marcar de se ver uma hora dessas!”, é simplesmente irritante.

Cara Eu me sinto mal, simplesmente por que NÃO ME INTERESSA o que você tem feito, quem você tem visto ,e não , nós NÃO vamos marcar de “se ver uma hora dessas”.

Eu me sinto mal de fingir interesse.

Bom, meus amigos falam que eu sou um cara desapegado. E alguns arriscam dizer que eu sou antissocial.

Bom, como experimento artístico eu vou simplesmente tentar me interessar por tudo e todos. Acho que não tenho nada a perder em tentar ser “legal”.
De hoje em diante esqueçam o Capitão Paprika. Um gênio maior se “alevanta”:
Digam olá ao Homem-Social.

09 abril 2009

Sibéria is F*cking Cool.

Olá Pessoas.

A droga da NET cortou minha internet.
Claro que eu deveria ter pagado a conta de março...hauhauahuahahu. Muito justo.
Na sibéira as pessoas não têm Tv a cabo, nem internet, nem telefone baratinho, mas tb não têm dinheiro, seus madafãquers.

Mas é legal. Ficar sem net me ajuda a pensar mais nas coisas reais.
Às vezes ficar na frente de um computador com internet acaba sendo um exercício de dispersão de foco.

Mas por que eu tô falando isso? Por que tem uma pá de assunto que eu quero comentar com vcs, mas sinceramente, aqui do trabalho não dá. Tô com mta demanda pra concluir e eu sou um cara comprometido com a empresa, com os resultados, visão, missão valores e coisa e tal.

Blogueiro adora se justificar.
É que eu sei que vocês também são uns desocupados, e gostaria de estar tão desocupado quanto vcs....huuahuahuauhu.

03 dezembro 2008

Desligue suas mentiras opcionais.


É sempre a mesma coisa. Dois ou oito quarteirões de figuras. Tudo é alusivo ao conceito de liberdade e juventude.
Mas é mentira.
Eu sei e você sabe.
Doze mendigos me abordam da mesma forma que a Nike ou a "Palavra de Deus". São só imagens rotuladas de estilos de vida. Nada é necessáriamente real.
O ônibus e o suor e o aroma do centro da cidade.
Eu tenho tanta pena dos estilosos-passarelantes-fashionistas que andam pela Paulista.
Eu tenho tanta pena do consumo cultural que faz pose em cada esquina ou na frente de cada cinema.
ahhh
Quem eu engano?
Eu tenho tanta pena de mim...

Todo nosso descaso é apenas opção?
Até esse seu descaso por esse texto também é fabricado.
Você pensa que me engana?

Eu tenho tanta pena de você.

Desligue suas mentiras opcionais.
Ah não vai, desliga você...
Não desliga você primeiro....
vai...
para com isso...
Não...
desliga você....
Então vamos desligar juntos, tá?
1, 2, 3.

01 agosto 2008

malvada2 - Contra o tédio.


Agora ela estava toda jururú...

- Então você vai sair e me deixar aqui sozinha?
- Vô.
- Mesmo?
- Mesmo. Já não me importo. Faz o que você quizer. Vou sair pra relaxar.
- Você não me acha mais interessante?
- Você é demais, mas eu preciso pensar em outras coisas. Como você nunca me deixa quieto pra me concentrar em nada, me deixa ao menos ter um momento de lazer, ok?
- Tá... então eu vou dormir. Até amanhã.
-Até.

Ela se vai. Finalmente um momento de silêncio.
3...2...1 e

Tédio.

load memorycard.... done.

finalmente, minha cabeça me deixa em paz por algumas horas....
Eu sei que é ilusão. Eu sei que a vida não é um jogo.
Mas me deixa só passar essa fase que eu acordo minha mente de novo...

Malvada. - Mente de papel.


- Já te pedi, POR FAVOR , me deixa em paz!

- Não.

-Senta!

- Não.

- Finge de morta!

- Não.

- Então fala!

- Ah... Assim não, né?

- Miséria... Tem horas que você me cansa!
Eu quero me concentrar,
Preciso terminar essas coisas de uma vez!
É importante! Deixa eu pensar, vai!
...
E aliás, eu não posso viver só pra você!

- É melhor viver pra mim do que me deixar viver sozinha...

- Isso é uma ameaça?
Tá pensando em me trair?
Tá pensando em fazer tudo sozinha?

- Não queridinho... Agora estou pensando em algo novo...

_..._


Minha imaginação me trai diariamente.

Eu sei que ela só quer minha atenção, mas pelo amor de Deus ME DEIXE EM PAZ !



16 fevereiro 2008

Sobre ser um Gênio da Arte.

Toda arte me intessa.
Sério mesmo. Não que eu entenda tudo o que vejo, leio e ouço, e muito menos que vá a exposições e mostras atuais.
Simplesmente gosto da arte, e quando me é conveniente dedico um tempo a ela.

A arte é ingrata, mas falarei disso outro dia.

Nessa, de gostar de toda arte, resolvi que seria músico, e começei a estudar, nessa ordem, violino-violão-baixo-bandolin.
Não rolou... a Arte não correspondeu todo meu amor ... Atualmente recorro aos Bons acordes C -F-G...

E como era de se esperar, eu não sou um gênio da música.

Mas uma coisa que aprendi com os músicos é o valor de possuir uma referência clara.

Um violonista me assombrou com sua habilidade. ( Não vou ficar descrevendo um texto poético de como ele tocava acordes , fusas e semi-fusas com paixão e etc... apenas acredite, ele tocava muito além do usual das rodinhas de violão.)

Eu o elogiei sem pensar duas vezes " você é um Gênio ". Ele agradeceu, mas esclareceu que não era tão bom assim.
Como não?! ( falas humildade, eu pensei).
Ele me assegurou mais uma vez que não fazia nada de mais, pegou um CD, colocou para tocar e falou: Esse cara sim é um Gênio!

E realmente, o tal cara do Cd tocou algumas coisas que, sinceramente, não consegui nem entender se era um violão, um piano ou um xilofone...

A questão de possuir um referêncial tornará clara a compreensão de sua habilidade real, podendo sempre buscar o melhorias.

É uma armadilha para um web designer olhar um site Genial e simplesmente dizer: 'ah, isso é um flash, é fácil de fazer, até eu faria" - Exato. Faria. - a diferênça é que você não fez...

Adimitir que existem pessoas melhores apenas o incentivará a crescer.

Quanto menor for a sua referência, menor será seu universo de criação.

E olhando por este aspecto, qualquer ignorante pode se considerar um Gênio.

08 fevereiro 2008

PaprikaFish e O único-Os milhares.

Alguém me disse: Você é único. Fiquei intrigado.

Isso pode significar
a) Que eu sou um Gênio.
b) Que eu sou um palhaço.
c) Quem disse isso não me conhece profundamente.
d) Quem me disse isso não conhece muitas pessoas além de mim
e) Eu sou o inicio de algo.
f) Eu sou o fim de algo.

Já tinha me acostumado a pensar sobre a solidão de ser um sol ou um buraco negro quando me disseram: Você é igual a milhares.

Isso pode significar:
a) Que eu sou um gênio como os milhares de gênios deste planeta.
b) Que eu sou um palhaço como os milhares de palhaços deste planeta.
c) Milhares de pessoas concordam comigo, eu sou um líder.
d) Milhares de pessoas concordam comigo, eu sou liderado.
e) Eu faço parte de algo, como milhares.
f) Eu estou fora de algo, como milhares.

Eu devia ter estudado mais. Sou ruim de múltipla escolha e o universo está repleto de Sóis (este é o plural de Sol?), buracos negros, e pessoas.
Definitivamente eu devia estudar mais...

Vou dar uma volta no quarteirão.

01 novembro 2007

Sobre a desistência - parte 2 - Desistir nunca é de mais.

Eu gostaria de ter colocado isso no post anterior, mas tinha perdido os Links.

O Lodismo é uma das ideias que mais me fascinou na net. Tem um tom sério, tem seus nuances cômicos e acima de tudo um non-sense que me agrada.
Muito bem temperado. Muito bom gosto.

Enfim, tô falando do Lodismo por causa de uma das idéias Lodistas, a saber:


"Cansei da Arte.
Esta técnica é na verdade uma atitude muito comum a muitos lodistas, que interrompem suas obras antes do seu final convencional sem qualquer explicação. Notem que somente a ausência de uma conclusão pode causar enorme desconforto e inquietação, tanto na ilustração quanto no cinema e na poesia; e pode representar algo mais que o vazio sugere."
Extraído do próprio site Lodista.
Hahaha... procure os filmes lodistas no you tube.
Eu tinha alguma coisa para dizer, mas deixa pra lá.

31 outubro 2007

Sobre a desistência.

é a Vida.
Quem acredita sempre alcança... lá lá lá...
Deixar de lado e para trás. Abandonar, inacabar, parar, procrastinar e desistir.
Não é o modo mais belo de começar algo novo.
Mas as vezes é necessário.


Você segura, você larga. Foi divertido nos primeiros dias.
Deixar para trás o transforma em memória.
...Nada é tão valioso quanto uma memória.


Thankz por tudo.
Eu sou inconstante ( é verdade) e preciso de novos passos.
Não saio dessa por cima.
Apenas saio.



Thankz for all.

17 setembro 2007

A subversão do Símbolo.

O povo fala.


Aqui está o símbolo. Podia ser qualquer um, peguei um “inocente”.

O símbolo:
Num momento representa uma idéia, e torna-se sua voz.
No dia seguinte aprisiona um pensamento livre,
encerrando-o nas paredes da intolerância.
Isso é história velha, vocês já conhecem. . .
A solução natural?
A subversão do símbolo...
E então as ideais voltam a saltitar alegremente pelos campos...

e a verdade se torna domínio público.

13 setembro 2007

Trabalho em Grupo.


Trabalhar em grupo é difícil. Isso não é característica exclusiva do profissional da área de Design, está presente em qualquer oficio que envolva criação :


Trabalhar em grupo é um desgaste!


Você e seu grupo: Seja escolher um tema para o TCC, resolver um desafio numa dinâmica de entrevista para emprego, um mero trabalho de faculdade, um Freelance em que você pede a mão de um camarada, ou um projeto da sua empresa. Dependendo do grupo vai ser um inferno ou um paraíso.


Você pode escolher seu grupo? Se puder ok, metade do problema está resolvido, mas ainda não é garantia de sucesso.


Trabalhe com diretrizes:


Foco no resultado: Não queira entrar na discussão de que minha-ideia-é-melhor-que-a-sua. Isso é perda de tempo, é suicídio coletivo! Quem vai decidir qual é a melhor ideia é o cliente que contratou seus serviços (ou o professor que passou a tarefa), deixe que ele decida. Se você não conhece o "gosto" do cliente ou a proposta do trabalho já começou mal.


O foco deve ser o resultado ( o trabalho pronto, da melhor maneira, dentro do prazo estabelecido).


Quem manda no grupo? Normalmente aparece alguém com uma "liderança natural", uma espécie de iniciativa que acaba coordenando o grupo. E normalmente surge alguém que quer mandar no grupo e impor opiniões a qualquer custo. O "Chefe" do grupo deve ser a pessoa com maior capacidade de organização pessoal( ele deve conseguir "dividir" o trabalho com todos sem ferrar ninguém e se lembrar das "pontas soltas" do processo), facilidade para comunicação ( tanto facilidade para expressar ideias quanto compreendê-las, e também disponibilidade para ser encontrado) e acima de tudo é o cara que vai se responsabilizar pelo sucesso ( é isso aí amiguinho! seu camarada não entregou a parte dele e você vai precisar virar a noite fazendo... isso é se responsabilizar pelo sucesso). Esse é o trabalho do "chefe". Como eu disse antes, decidir o rumo das ideias é papel do cliente. ele diz o que é melhor, e ninguém além dele deve impor opiniões.


E agora Sim, a parte importante: Mais do que respeito entre os participantes, deve existir ADMIRAÇÃO. Ser admirado é ser ouvido naquilo que você é realmente bom. Admirar é reconhecer que os outros são realmente bons em alguma coisa.


Sendo todos bons em alguma coisa, sua equipe estará completa.

É mesmo? Não diga!

Ok, vou refazer a afirmação:

Se todos são bons em alguma coisa, e o reconhecimento é mútuo, sua equipe está completa.


04 setembro 2007

hahaha... sobre ...a... hahaha


Éeeeeee...... amiguinhos, já faz um tempo que quero falar sobre a "subversão do símbolo", uma ideia curiosa que tem passado pela minha cabeça ( talvez deixe para o fim de semana...)

Mas a coca-cola se antecipou e já subverteu alguns...
Eu sei que é propaganda e sei que não estou ganhando nada com isso... mas veja só essa foto:

Che discursa segurando uma coca-cola nas costas.
roubei daqui ( vá pra página e procure pelo flicker da coca-cola-zero)

A própria Coca zoando o símbolo... ai ai ai... audácia?

Espere até o Artigo "sobre a subversão do símbolo" antes de formar uma opinião.

30 agosto 2007

Marketing e Design.- 1

O iphone reúne a proposta do marketing com a concepção do design.

(Início de Blá,blá,blá) Design, numa definição básica, pode ser compreendido como "Desenho".
Aprofundando esta compreensão você chega a sua Raiz: "Desígnio", seria colocar o intento no papel.
Pense no Desig como a expressão de um desígnio.
Marketing tem diversas definições, que remetem sempre ao "mercado"(consumidores de produtos e serviço, este é o foco)
Um dos papéis do Marketing é decifrar o que pessoas comuns desejam diariamente, como :
Por que você prefere um produto e não outro? Por que você está disposto a ir buscar pão numa padaria mais distante de sua casa quando existem outras mais perto? Por que você prefere guaraná e não Fanta? < /fim de Blá, blá, blá>


Se Design é a expressão de um desígnio, o papel do marketing é conhecê-lo.
O Marketing diz o que todos desejam de um produto( ou ideia, ou informação) , e o design o torna Desejável( e funcional).

É isso. até mais.

07 julho 2007

Estou no ramo certo.

Bom, você sabe o que dizem, não é :
A cópia é o elogio mais sincero.
Estava navegando pela net e percebí que ISSO é bem parecido com ISSO.

Não sei se eles fizeram primeiro ou se foi cópia mesmo. De qualquer forma é bem parecido e vale $20...

Isso me dá idéias...

27 junho 2007

Como avaliar uma Obra? (Parte3)


Eu e meus desenhos toscos...
É longo, mas prometo que compensa!!!!

Parte 3 - Arquétipos de avaliação.

Ok, se vc sacou a parte 1 e 2 tudo bem, se não beleza também. Agora vem realmente a parte legal.

Como vimos uma pessoa pode ter uma avaliação técnica ou pessoal. Mas nada impede que ela tenha uma avaliação técnica e pessoal ao mesmo tempo, como não impede a existência de uma avaliação que nem é técnica e nem pessoal.
Saca-só
Se você fizer um cruzamento “Azão-Azinho” no melhor estilo das ervilhas do Hendel Vai ter um quadro como este:



Resultado do cruzamento: Um tipo de perfil para cada avaliação, e cada avaliação com um “foco de valor”.

O Perfil do Amigo/ FãPessoal, mas não Técnica. : Este perfil de avaliação põe o “foco de valor” na compreensão pessoal. É como receber um quadro de um amigo, ou receber o desenho de um filho. O Importante é a intenção da obra, e não seu aspecto final.
Da mesma forma um fã é capaz de compreender uma letra de música que para muitos não faz sentido. Como bom admirador é capaz de encontrar a genialidade que está escondida aos olhos daqueles não acompanham a elaboração da obra. Você sempre vai gostar daquela música por que tocou num dia especial, ou sempre vai gostar daquela banda por que têm uma história de vida, sempre levará em conta a criatividade de uma peça. O que vale é a Mensagem, a Intenção, o Fim.


O Perfil do Professor / Irmão mais velho
Pessoal e Técnica
: O “foco de valor” deste perfil é o processo de execução. Você admira as pessoas que gastam tempo fazendo o que fazem, e você gosta das coisas quando são bem feitas. É claro que leva em consideração a intenção de um artista, mas o importante é o esforço pela perfeição, a dedicação do autor para conseguir superar o que é comum. Você gosta de ser surpreendido, ter sua visão preenchida, ter seus ouvidos encantados. Não gosta do que é mediano e comum. Não vê a menor graça em amadores. A clareza da mensagem é que é vital. O que vale é a Forma, o Método, o Meio.

O Perfil do Chefe / ClienteTécnica, mas não Pessoal : Este é o perfil, na minha opinião, mais difícil de ser aceito por artistas. O “foco de valor” está numa área que muitos artistas ignoram: A aplicação da arte. Uma pessoa que avalia com este perfil está preocupada em saber se a arte é ou não adequada para determinado fim. Não dá valor ao esforço do artista (por que geralmente ele está pagando por ele), não dá valor a intenção do artista (por que seu foco está no uso da obra, e não no seu significado). O importante é o nível de aceitação do desenho, o importante é o Resultado, a aplicação e o Uso. ( Muitos e muitos artistas odeiam o fato de “vender” sua arte- isto é : Produzir para agradar determinado grupo ou tipo de pessoa. Mas pense bem: Agradar pessoas também é uma arte... tente só para ver como é difícil...)

O Perfil do Concorrente / inimigoNem Técnica, nem Pessoal: Este perfil é o mais engraçado. Ele não se deixa envolver emocionalmente com a obra e nem se deixa surpreender pela técnica. Seu “foco de Valor” está no Erro de quem fez a peça. Ele quer deixar claro que seu trabalho não é bom o suficiente e vai se esforçar para encontrar um deslize. No caso de um desenho dirá que o pé do seu personagem está torto e a cor não combinou. Se for uma música dirá que não gostou do timbre da voz e ficaria melhor se você colocasse uma distorção na guitarra e acelerasse o compasso. O importante para este perfil é seu descuido, sua preguiça, sua incapacidade. Ouça com carinho avaliações deste tipo, mas não leve muito a sério.

Ok, tendo analisado estes 4 perfis (Amigo, professor, chefe e concorrente) temos respectivamente uma avaliação do Porque-Como-Para que serve uma obra e seus pontos negativos.

Se você se auto-avaliar pensando nestes perfis conseguirá fazer uma obra blindada, que resiste a maioria das críticas tolas , vai poder compreender melhor a mente de seu público - e surpreendê-lo.

Só pra acabar:
Se você fizer um sorvete de presunto :

Seu amigo dirá: Cara!!! que idéia Locaaaaa!
Seu professor dirá: Nossa!! Como você fez isso?
Seu chefe dirá: Isso não vai vender
Seu concorrente dirá: Se eu tivesse feito seria um mousse de presunto com cobertura de mussarela...

O próximo post é a conclusão. Desculpem o tamanho do texto e avaliem-no: Comentem!

25 junho 2007

Como avaliar uma obra? (Parte 2.)

Nota do autor: BRANDE???

Parte 2: Afinidades

Existem duas formas de compreender (Eu sei que existem mais, mas para começar, vamos com duas) e então duas formas de avaliar,

1º ) Pessoal: Você tem experiências e chegou à muitas conclusões. Você já tentou, você já usou, você já sentiu, você já conseguiu ou não. Quando se vê diante de uma obra artística leva toda a sua história em consideração para só então tecer um comentário. Você é capaz de sentir, de interpretar, de contextualizar uma pincelada, um tremor na entonação de uma nota, ou uma expressão no rosto. Você é capaz de refazer um olhar para entender o que está sendo dito na entrelinha. Mesmo que nunca tenha vivido a vitória numa guerra é capaz de senti-la quando vê num filme ou quadro. Feeling é o mais importante.

2º) Técnico:
Para você as coisas são muito claras. Existem acertos e existem erros. Muitas coisas não passam de “tentativas” de arte. Mal feitas, incompletas e sem estilo. Você sabe como se deve fazer. Sabe o que combina e o que não combina. Tem bom senso. Você tem uma referência clara do que é arte e do que não é. Desconfia do talento de alguns, acha que muitas formas de expressão são sem propósito. Consegue se maravilhar no jogo do claro-escuro e diferencia uma obra renascentista de uma obra barroca em três segundos. O mais importante é o talento.


Ok, se vc puder visualizar que a nossa forma de avaliar é baseada em nossa forma de entender, perceberá que as pessoas compreendem de formas distintas, e isso sempre significará Avaliações diferentes.


No próximo Post trarei alguns exemplos do assunto.

Como avaliar uma obra ? (Parte 1)

Parte 1: Suposições e fatos.

Então vamos supor que você resolveu começar a desenhar. Faz uma charge ou uma tirinha, ri sozinho por um período e resolve mostrar para um amigo, fazendo a inocente pergunta: O que você achou?

A resposta que vêm a seguir é: “Seu desenho está torto.” - Eu sei! – você replica. Não era isso que queria saber. Você queria saber se estava engraçado. Como ele não riu, você deduz que não estava.

Deste dia em diante você acha que não tem feeling pra arte e acaba procurando outra ocupação. Sei lá, ser médico, ou talvez presidente...

O FATO É : Sempre que você criar, sofrerá uma avaliação. (Desde um post num blog até uma ópera em três atos. Se você criar, será avaliado)

Eis o ponto : Como você é avaliado, com quais critérios, e se é uma avaliação justa ou relevante para você.

Vamos ver isso na sequência.