19 abril 2009

Carpe Diem & Memento Mori


“Colhe o dia” e “Lembra-te que morrerás”

É isso aí

A doutrina do “viva o presente sem se importar com o amanhã” é simplesmente mágica. Tira todo o peso das consequências de suas costas.

Você não se sente bem ao pensar que todas as oportunidades da vida devem ser aproveitadas? Que não importa se você errar, ou se ferrar com tudo, afinal o amanhã simplesmente não existe?

O amanhã foi inventado para gerar preocupações


Ah, eu me sinto bem.

O carpe diem combina tão bem com nossa “Sociedade da Conveniência”... Onde tudo o que se vende, assiste ou se entende é “satisfação imediata”.

Por outro lado eu penso no Memento, que é a lembrança constante da fugacidade da vida. De que um dia, invariavelmente você morrerá.

Isso não me deprime. Já me acostumei com a idéia.

Eu penso no equilíbrio entre os dois provérbios latinos: Colha o dia tendo em mente que você morrerá. Não apenas “ aproveite desesperadamente o dia com medo constante da morte”, muito pelo contrario.

Lembre-se que amanhã é o último dia de sua vida. Não perca tempo magoando pessoas, não perca tempo sofrendo por causa de coisas pequenas.

Em suma:

Lembre-se que você vai morrer,

e o que fez para ser lembrado?

Nada ainda.

Então faça algo hoje.


Dia do índio - os Lusíadas

Google translate português - Tupi guarani


Umi mboca ha umi cuimbaê o nhe mo angava

Co ara ru queha y upahagüiohu va lusitana

Yguaçure pajhamaguá ydgeytahaváeque

Ojhô hiicuai mboypyrivaecue tapobrana gui.


(ou algo mais ou menos parecido)

15 abril 2009

O Homem Social - Episódio 3 - A Solidão.


Ser único é ser solitário.

A solidão ostenta uma beleza que nunca é percebida por quem a experimenta, só por quem a observa.

Deve ser mais ou menos como lamber um quadro de tinta óleo.

Nuossa!


A solidão me intrigou hoje. Vou escrever em duas partes : A primeira séria a segunda é piada.

1 - Solidão/Abandono/Independência.

Não existe maior sensibilidade na alma humana do que a sensibilidade que reside na alma do solitário.

Justo que o faminto aprecie melhor a refeição.

Neste post eu proponho uma visão despedaçada da solidão em três aspectos: Solidão, abandono e independência.

Pergunto:
Quantas vezes você sentiu que estava só e percebeu que seu grito não valia nada, nem seu dinheiro, nem sua beleza, nem sua força. Suas orações não seriam ouvidas, sua presença era miserável, sua forma, inútil.

Quantas vezes você olhou ao redor e pensou que ninguém estava vendo o que estava acontecendo com você. Que ninguém se importava com você ou com seu medo, ou com sua dor e sua opinião.

Quantas vezes você sentiu que não poderia fazer nada para mudar as coisas, sentiu que não haveria uma única forma de explicar o que estava acontecendo, sentiu que tudo o que você pega escorre entre os dedos e que nunca haverá um amigo para abrir uma porta para você.

Para mim, isso é abandono. É se sentir abandonado por Deus (ou deus, ou Alá, ou D'us, ou Gaia,ou o Destino,ou a Evolução, sei lá), abandonado pelas pessoas, pela vida, pela humanidade. É o abandono da coerência, o abandono de si mesmo.
Isso é apenas a parte trágica de ser só.

Solidão para mim é bolar uma piada e não ter pra quem contar. É admirar sem ser visto e ser admirado sem nunca acreditar que isso realmente aconteceu. É suportar-se mais do que os outros te suportam. É inquietação silenciosa. É m
edo se ser descoberto e um desejo oculto de ser exposto. É anotar um segredo para ser lido. É rir em voz alta quando ninguém diz nada. São sinais ímpares de auto aceitação e simultaneamente de desespero. A Solidão É Neutra. Não é boa, não é ruim.

Independência é a coisa mais simples das três: É conseguir ser você mesmo custe o que custar. ( Acredite, não há nada tão solitário quanto ser você mesmo. )

A Solidão é muito convidativa, eu sei. E têm idiotas que se aproveitam disso.

2 - Fazendo biquinho.
Se sentir sozinho é insuportável para muitos, mas eu conheço tantos que sabem usar isso como vantagem.

Essa figura se parece com um cara comum, mas ele está se esforçando para ser rejeitado. Acredite. Ele vai passar a noite inteira se esquivando dos demais esperando uma presa.

Ele vai olhar pra você com aquela expressão de "Estou meio perdido por aqui, você pode me ajudar?" que vez por outra se reveza com a feição de "Ah, que saco, será que não tem ninguém interessante nessa festa?".

Uma alma amistosa lhe diz: "você está tão quieto..." Então finalmente ele encontra um ouvido atento.

NÃO TENHA PENA DE UM HOMEM SOLITÁRIO. ELE NÃO TERÁ PENA DE VOCÊ.

Tô te falando uma coisa real. Num sei por qual instinto materno ou se é simpatia ou pena mesmo, mas tem gente que se sente atraída por um bom homem-solitário com uma história triste. ( homem = gênero humano, ok?).

Lembra de quando você assistiu o Náufrago? Vc poderá encontrar gente assim todo o dia, chorando por seu Sr. Wilson e esperando que você chore com ele também.

Deixe esses aproveitadores descobrirem sua rota de fuga sozinhos.

14 abril 2009

A Máscara Social - o Homem Social episódio 2

Caros visitantes deste blog:


"Cansado de tentar o individualismo corriqueiro eu me recomponho. Escolho o melhor tecido e me visto. E como era de se esperar de um fantoche tudo corre como o planejado. Combinando com a risca de giz do terno eu saio para rabiscar minhas linhas"

Todos usam máscaras Sociais. Só estou evidenciando isso.
Eis a minha. (Essa é a forma que assumi nesta terceira temporada de ArtMagazine.)
É isso aí. Resolvi tapar a boca e costurar os olhos.
Eu que sempre fui um espantálho social resolvi me assumir. (dizem que é o primeiro passo para a cura.)
Essa é agora minha cara atual.


Vos apresento o Homem Social:
Homem social: Experimento artístico que testa a flexibilidade dos "jogos sociais".

Agora eu quero me sociabilizar: Abraçar árvores, duendes e gnomos, entrar em contato com deuses do passado e alienígenas, entidades cósmicas. rolar na grama com animais e conversar por feromônios com formigas. Abraçar punks e gays, tomar chá com budistas e sentir o descarrego dos pastores evangélicos. Ah! os demônios são tão tímidos. Eu quero fazer compras com as donas de casa. Eu quero chorar nos velórios. Toda manifestação social é um jogo. Seu melhor amigo, sua mãe e seu professor de canto.
Jogo, jogo, jogo.
Trabalho, sexo, seu fã clube dos Hansons.
Jogo, jogo, jogo.
Qual é o seu limite social. Até onde a sua tolerância permite sua mente chegar?
Transmito nos próximos capítulos o que meus olhos opacos me permitem enxergar.
"eis o the F*cking Homem Social "

Seis coisas são insubstituíveis.

Um vinho frio
Um café quente
Um banho morno
Uma noite bem dormida
Uma noite inteira acordado
E o amor verdadeiro.

Todo o resto é sombra e repetição descartável.

13 abril 2009

O Homem Social - Episódio 1

Não que eu seja uma pessoa antissocial. Não é isso.
Eu simplesmente tenho angústia de travar conversas falsas.
Quer um exemplo?

Imagina aquele cara que era amigo-da-mina-de-um-amigo-seu-da-época-do-2º-colegial. Vocês nem tinham muito assunto naquela época, imagine hoje em dia... Mas o cara te vê na rua e quer conversar com vc.

Agora imagine como eu me sinto. O que eu vou conversar com esse cara?

Toda essa conversa de “ E aí cara?! Quanto tempo!” , “ O que tem feito?”, “ e Fulano? Tem visto ele?” e a minha preferida : “ Vamos marcar de se ver uma hora dessas!”, é simplesmente irritante.

Cara Eu me sinto mal, simplesmente por que NÃO ME INTERESSA o que você tem feito, quem você tem visto ,e não , nós NÃO vamos marcar de “se ver uma hora dessas”.

Eu me sinto mal de fingir interesse.

Bom, meus amigos falam que eu sou um cara desapegado. E alguns arriscam dizer que eu sou antissocial.

Bom, como experimento artístico eu vou simplesmente tentar me interessar por tudo e todos. Acho que não tenho nada a perder em tentar ser “legal”.
De hoje em diante esqueçam o Capitão Paprika. Um gênio maior se “alevanta”:
Digam olá ao Homem-Social.

09 abril 2009

Sibéria is F*cking Cool.

Olá Pessoas.

A droga da NET cortou minha internet.
Claro que eu deveria ter pagado a conta de março...hauhauahuahahu. Muito justo.
Na sibéira as pessoas não têm Tv a cabo, nem internet, nem telefone baratinho, mas tb não têm dinheiro, seus madafãquers.

Mas é legal. Ficar sem net me ajuda a pensar mais nas coisas reais.
Às vezes ficar na frente de um computador com internet acaba sendo um exercício de dispersão de foco.

Mas por que eu tô falando isso? Por que tem uma pá de assunto que eu quero comentar com vcs, mas sinceramente, aqui do trabalho não dá. Tô com mta demanda pra concluir e eu sou um cara comprometido com a empresa, com os resultados, visão, missão valores e coisa e tal.

Blogueiro adora se justificar.
É que eu sei que vocês também são uns desocupados, e gostaria de estar tão desocupado quanto vcs....huuahuahuauhu.